sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Suar é sinal de queima de calorias?

Existe a crença de que quanto mais você sua mais calorias você estaria queimando. Muitos vão em saunas para emagrecer ou usam roupas mais quentes para malhar. Mas a verdade é que ao suar você só perde água e sais minerais. É possível até ver uma diminuição no peso, mas as gordurinhas estão intactas e é só você se reidratar para o efeito passar.

A associação de que é preciso “suar a camisa” para perder peso vem do fato de que o suor e o emagrecimento são consequências da prática de atividade física. Entretanto, a transpiração apenas sinaliza que o corpo ultrapassou a média dos 37°C. O exercício acelera o metabolismo, que aumenta a temperatura física e provoca o calor. As glândulas sudoríparas entram em ação para manter o equilíbrio da temperatura, essencial para a manutenção das funções do organismo.
De acordo com Rubens Sargaço, endocrinologista e coordenador do Núcleo Multidisciplinar de Atendimento ao Diabético, do Hospital Samaritano de São Paulo, “durante a prática de atividade física, as pessoas perdem água e sais minerais, mas também queimam glicose e gordura. Essas últimas é que levam à perda de peso e não o suor, que apenas atua para manter a temperatura corporal nos níveis da normalidade”.

Nesse caso, acrescenta a endocrinologista Ana Beatriz de Freitas Castro Marques, do mesmo hospital, “o gasto calórico decorre do aumento do metabolismo muscular e não da elevação da temperatura que, por si só, não acelera o metabolismo”.
O endocrinologista lembra que a prática de esportes também pode dar oportunidade ao surgimento de uma sudoração fria, decorrente da queda de açúcar no sangue: a hipoglicemia. “Se uma pessoa se submete a exercícios intensos, sem reserva de glicose, pode apresentar sintomas como sudorese fria, fraqueza e até desmaios. A forma de prevenir esse estado é conhecida – basta comer antes ou durante essas práticas”, conclui.
Quem sua mais?
Um estudo realizado em 2002 pelo Instituto de Fisiologia Ocupacional da Universidade de Dortmund (Alemanha), concluiu que os homens podem suar 250g por hora, o que representou 70g a mais do que as mulheres observadas no mesmo período. Entretanto, dados do Instituto Australiano do Esporte indicam que essa característica não significa que as representantes do sexo feminino possuam maior capacidade de regular a temperatura corpórea. Ao contrário, como o índice de suor é inferior, há menor oportunidade para dissipar o calor. Daí a sugestão de que elas refresquem o corpo borrifando água e usem roupas que não retenham o calor, principalmente durante a prática de exercícios.

Perda de água ou gordura?
A especialista observa que a prática de exercícios com vestimentas não apropriadas agrava a perda de líquidos e sais minerais e pode levar à desidratação. “Tomemos como exemplo o caso dos pilotos de corrida automobilística: eles podem perder até 4 kg durante uma prova. Porém, essa diminuição não traduz queima de gordura e sim perda de água e sais minerais. No final, basta que ingiram alguns copos de água e isotônicos para recuperar o peso perdido”.
Agora, se você sua demais e emagrece rápido, é necessário ficar de olho. “Suar demais é um sintoma de uma doença endocrinológica caracterizada pela hiperatividade da glândula tireoide, que estimula o aumento da produção de hormônios (T3 e T4), encarregados de controlar o metabolismo”, diz Sargaço. “Como o metabolismo atua de forma mais rápida, não só desencadeia a elevação da temperatura corpórea, mas também acelera a queima de calorias. Aqui, estamos diante de um distúrbio que deve ser tratado”
Cristina Almeida
Para o UOL Ciência e Saúde
Retirado de http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2010/07/22/suar-e-sinal-de-queima-de-calorias.htm

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Termogênicos – o que são, benefícios, efeitos colaterais e como tomar

Para quem deseja acertar os ponteiros com a balança e eliminar os quilinhos extras há, basicamente, dois caminhos: reduzir a energia ingerida, através de controle alimentar, ou aumentar o gasto calórico com exercícios físicos e outras atividades.

Pode parecer estranho, mas comer queima caloria. Para isso é preciso ingerir alimentos ou substâncias que exerçam essa função no organismo. São os chamados termogênicos.

O que são termogênicos:

 Os termogênicos, também conhecidos como queimadores de gordura, trabalham transformando em energia as calorias provenientes da gordura corporal e da alimentação. Para isso, eles procuram manter o metabolismo acelerado, promovendo uma queima calórica maior ao longo do dia.
Eles são substâncias que atuam isoladamente ou combinadas, aumentando a temperatura corporal, num processo chamado de termogênese, e com isso acelerando o metabolismo para promover a perda de peso. A principal indicação de uso é em conjunto com atividades aeróbicas.
Geralmente, as substâncias encontradas nas fórmulas dos termogênicos são a Cafeína, Sinefrina HLC e Yohimbe.


Benefícios dos termogênicos

A ação dos termogênicos é muito rápida. O principal benefício é a queima eficaz da gordura e o consequente emagrecimento. Além disso, o consumo traz outros benefícios como:
  • Redução do apetite;
  • Favorecimento do metabolismo;
  • Mais energia para os treinos;
  • Definição da massa muscular.

Como Tomar os termogênicos:

A indicação é utilizar num intervalo entre 15 e 60 minutos antes da prática do exercício físico. Mas cada marca disponível no mercado tem sua sugestão quanto ao uso. Confira o que indicam as três principais marcas.
a sugestão do fabricante é ingerir três cápsulas, três vezes ao dia, ingeridas com líquido e junto com as principais refeições. Cada porção fornece 120mg de cafeína.

Efeitos colaterais dos termogênicos
Qualquer produto, por mais natural que seja, apresenta seus efeitos colaterais, recomendações e cuidados. Os efeitos colaterais que os termogênicos podem causar são similares aos dos estimulantes e, geralmente, aumentam quanto maior for a quantidade consumida.
  • Insônia;
  • Dor de cabeça;
  • Enjoo;
  • Arritmia cardíaca;
  • Agitação;
  • Falta de concentração.
Pessoas que apresentam problemas cardíacos, ou histórico, devem utilizar os termogênicos somente com orientação médica.
Stéphanie Mulder Perrone
jornalista MTB 15.577 / produtora audiovisual
Sugestões :
Lipo 6, OxyElite Pro, Sineflex, Caffeine Black Jack
Retirado de http://www.treinomestre.com.br/termogenicos-o-que-sao-beneficios-efeitos-colaterais-e-como-tomar/


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Comer carboidrato a noite engorda , mito ou verdade ?

Comer carboidrato à noite sempre foi apontado como um hábito a ser mudado na hora de emagrecer. Os pães e massas foram visto como vilões por tanto tempo que a proibição do consumo desse tipo de alimento após as 18h se tornou base de algumas dietas famosas. Isso porque durante o sono nosso metabolismo desacelera, exigindo menos energia. No entanto, uma pesquisa realizada na Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, decidiu investigar essa máxima da dieta. A conclusão é que isso é um mito e que o consumo desse nutriente à noite pode até diminuir a fome durante o dia, ajudando na perda de peso.
carboidratos



Segundo Tereza Cibella, nutricionista da Equilibrium e consultora de nutrição da Adria, acreditava-se que as calorias dos carboidratos não seriam consumidas pelo corpo durante a noite, sendo acumuladas na forma de gordura, porém, essa energia é usada para o funcionamento cerebral e dos órgãos. “O que o estudo aponta é que o ganho de peso não está relacionado ao carboidrato consumido à noite e sim à qualidade da alimentação no restante do dia, ao sedentarismo e ao exagero na quantidade de alimentos consumidos”, defendeu.
Para o estudo os pesquisadores acompanharam 78 voluntários, que seguiram uma dieta de 1.500 calorias diárias. A dieta era composta de 20% de proteína, 30% a 35% de gorduras e de 45% a 50% de carboidratos. Os participantes foram divididos em dois grupos, o primeiro deveria consumir a cota de carboidrato apenas durante o dia, enquanto o segundo comia esse tipo de alimento no período da noite. Após seis meses, todos os participantes perderam 10 kg.

A principal diferença encontrada entre os dois grupos foi a taxa de leptina, hormônio que ajuda a controlar o apetite. Os participantes que consumiram carboidrato à noite apresentaram quantidades maiores dessa substância, sentindo menos fome durante o dia.
Além da leptina, houve alteração em outros dois hormônios: a grelina e a adipectina. “A primeira promove o apetite, sua concentração costuma ser alta durante o jejum ou períodos que antecedem as refeições, caindo logo após nos alimentarmos. Já a adipectina possui propriedades antiaterogênicas, que evita o depósito de gordura nas artérias, e anti-inflamatórias. Além disso, ela ajuda na ação da insulina, reduzindo o risco de diabetes”, explicou Tereza.
A ideia principal do consumo de carboidrato à noite como caminho para o emagrecimento é que se a pessoa perder peso sem grandes proibições e sentindo menos vontade de comer irá ter mais chances de seguir na dieta. Porém, para manter-se saudável e de bem com a balança a nutricionista recomenda distribuir o carboidrato entre todas as refeições. “A ingestão de carboidrato deve ser de 50% a 60% do valor calórico total diário de uma alimentação não restritiva”, afirma. A especialista afirma ainda que, neste caso, não haveria diferença no resultado caso o consumo fosse de produtos integrais.
Apesar da “liberação” do carboidrato, é importante lembrar que o equilíbrio alimentar é o caminho para a perda de peso. E nada de alimentos pesados à noite para não prejudicar o sono. “O ideal é combinar a massa com legumes e verduras, carnes magras e fibras, como aveia linhaça e sementes. Lembrando também que a quantidade a ser consumida deve ser um prato raso ou até dois pegadores de massa”, explica Tereza. A prática de atividades físicas também ajuda a manter a forma e estimulam a liberação de hormônios que oferecem a sensação de bem estar e prazer. 
Por Roberta Figueira                                                            http://saude.terra.com.br/dietas/consumo-de-carboidrato-a-noite-pode-ajudar-na-dieta-entenda,a4702fc726d5e310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html
Jejum prolongado
Essa é também a bandeira defendida pelo professor de endocrinologia do UNI-BH e presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Minas Gerais, Paulo Miranda. De acordo com ele, quando se pensa em dietas não adianta modismos. “Desde sempre, a alimentação tem que ser balanceada como um todo. Vários estudos tentaram avaliar se a dieta rica em proteína ou pobre em carboidrato seria boa. Nesta última, depois de três meses o peso estabiliza,mas depois deu mano passa a não fazer diferença.”
Paulo explica que o corpo humano usa energia de duas fontes: glicose e carboidrato por excelência. “Ao dormir, estamos em um jejum prolongado, com um maior tempo sem ingestão de alimentos. Se não temos reserva de carboidrato para esse período, o organismo vai usar outra substância para obter energia. A primeira coisa que ele faz é mobilizar a proteína para transformá-la em glicose”, explica, dizendo que esse processo não é bom. O especialista indica fazermos um jantar com saladas e carne magra ou umlanche leve antes de dormir. “Isso vai permitir a saciedade”, avalia.

Para quem pensa que antes de dormir pode, hoje, bater aquela macarronada, é preciso cautela. De acordo com Paulo, um macarrão instantâneo é um carboidrato de rápida absorção e, como tal, a saciedade também passa rápido. Ele diz que para comer à noite vai depender do que se escolhe. “E depender também do tipo de paciente. Um pão de sal, por exemplo, tem 130 calorias. A pessoa pode comê-lo com queijo, presunto e aí vai depender de quantas calorias diárias ela precisa. De qualquer forma, ela terá uma reserva
de carboidrato para dormir.”
Luciane Evans   http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/07/09/noticia_saudeplena,143945/pesquisa-mostra-que-o-carboidrato-consumido-a-noite-pode-emagrecer-em.shtml

De onde surgiu esse papo de que comer carboidratos a noite engorda ?

Na tentativa de explorar esse “fato”, primeiro precisamos entender porque devemos limitar os carboidratos a noite.
A maioria dos “experts” que recomendam limitar os carboidratos a noite o fazem porque, de acordo com eles, você vai pra cama em breve, o seu metabolismo vai ficar mais lento e portanto esses carboidratos terão maiores chances de serem armazenados como gordura. Parece ter lógica, mas broscience sempre parece lógico. Eles também dizem que a sensibilidade da insulina é reduzida a noite, mudando o rumo dos carboidratos direto para a gordura e longe dos músculos.
Primeiro, vamos ver esse negócio do metabolismo diminuir a noite. A lógica por trás disso parece fazer muito sentido: você está deitado, praticamente não se mexe, apenas dorme, então obviamente você está queimando menos calorias do que se estivesse acordado e fazendo coisas. Até mesmo se você estivesse sentado ou deitado no sofa assintindo TV, você queimaria mais calorias do que se estivesse dormindo, certo ?
À primeira vista, isto parece estar de acordo com um estudo que mostra que a energia gasta durante a metade do período do sono é reduzida em 35% (1). Contudo, os pesquisadores descobriram que na outra metade, o gasto de energia aumenta significativamente, ou seja, existem quedas e picos na velocidade do metabolismo durante a noite, mas qual é a conclusão ? Curiosamente, no geral, a velocidade do metabolismo durante o sono é muito semelhante a de quando estamos acordados(2,3). Além disso, aparentemente quem faz exercícios, tem um metabolismo mais rápido durante o sono, aumentando a queima de gordura durante este período (4).
Em resumo, a ideia de que você deveria evitar carboidratos a noite porque o seu metabolismo fica lento, simplesmente não faz muito sentido.

Então essa história toda é apenas crença popular, certo ?

Até aqui, o medo de comer carboidratos a noite certamente cheira a papo de roda de academia, mas antes de darmos ofatality, vamos examinar um pouco mais a fundo. Ainda temos o problema da sensibilidade da insulina e glicose diminuir durante o sono, facilitando o acúmulo de gordura. Aqui que as coisas ficam interessantes. Comparado com refeições feitas de manhã, os níveis de insulina e glicose no sangue realmente ficam mais elevados depois das refeições feitas a noite (5,6).
Ferrou! Aqui está a prova de que definitivamente não podemos comer carboidratos a noite… Não tão rápido. Apesar da sensibilidade da insulina e glicose parecerem piores a noite, é importante manter em mente que a refeição feita de manhã é feita após o jejum que fizemos durante o período do sono, o que melhora a sensibilidade de insulina. Então, uma comparação mais justa seria comparar uma refeição feita no meio do dia vs. uma feita a noite. Neste caso, simplesmente não foi encontrada diferenças na sensibilidade da insulina ou glicose(5).
Conclusão. A sensibilidade da insulina e glicose não são necessariamente piores a noite, já que refeições feitas de manhã só tem menos impacto devido ao jejum feito durante a noite.

Todo esse bla bla bla científico realmente faz alguma diferença para nós ?

Enquanto é ótimo falar sobre mecanismos complexos do metabolismo, no fim do dia, precisamos examinar se isto realmente faz alguma diferença na prática. Felizmente, um estudo recente publicado no “Journal of Obesity” examinou justamente esta questão (7). Os pesquisadores colocaram os envolvidos em uma dieta com poucas calorias por 6 meses e dividiu-os em dois grupos, um grupo de controle e um grupo experimental. Cada grupo ingeriu a mesma quantidade de calorias, proteínas, carboidratos e gordura, contudo os carboidratos foram divididos de maneiras diferentes. O grupo de controle consumiu carboidratos de maneira espalhada durante o dia, o grupo experimental consumiu a maioria dos carboidratos do dia (aproximadamente 80%) de uma só vez, a noite. O que eles descobriram seis meses depois pode lhe chocar.
carboidratos 2
O grupo experimental, consumindo a maior parte dos carboidratos a noite, surpreendentemente perdeu mais peso que o grupo de controle e de quebra tiveram menos fome durante o dia.

“Epa, epa! Menos fome ? Isto é a maior mentira que já li”

Você leu corretamente. O grupo que comeu a maior quantidade de carboidratos a noite, teve menos fome que o grupo que comeu carboidratos várias vezes ao dia. Tenho certeza que a maioria que está lendo e que costuma comer várias vezes por dia está pensando: “Não é possível que eles tenham menos apetite, se eu ficar mais de que 3 horas sem carbos eu morro de fome!”. Bem meu amigo, temo que você esteja em um círculo vicioso. Deixe-me explicar: quando você faz diversas refeições pequenas durante o dia você acostuma o corpo a receber glicose nesse tempo.
Para eliminar essa glicose ingerida com frequência, o corpo libera insulina para enviá-la[a gligose] para as células. Esta liberação vai causar fome (cerca de 2 ou 3 horas após a refeição, o tempo aproximado da ação da resposta da insulina), mas sem problemas, você já come a cada 2 ou 3 horas, certo ? Então, quando começar a dar fome você já vai estar enviando mais glicose através dos carboidratos. Infelizmente, isto faz com que o corpo funcione como um relógio e exija glicose de tempo em tempo, fazendo as pessoas pensarem que elas PRECISAM de carboidratos a cada 2 ou 3 horas ou passarão fome. Do contrário, se você come carboidratos com menos frequência, com mais tempo entre as refeições, você terá menos fome, porque forçará o corpo a se adaptar sem precisar estar ingerindo carbos toda hora. Durante a transição de se alimentar a cada 3 horas para uma frequência maior, você até poderá ter mais fome, mas só até o corpo se acostumar.

E porque diabos o grupo que comeu carboidratos a noite perdeu mais gordura ?

Qual seria a explicação para o grupo experimental, além de ter menos fome ainda ter perdido mais gordura que o grupo de controle ? Os pesquisadores atribuem o resultado a uma melhor mudança hormonal. O grupo que comeu a maior quantidade de carboidratos a noite obteve níveis mais baixos de insulina (7). Como se não fosse suficiente, o grupo experimental tinha níveis mais altos de adiponectina, um hormônio associado com a melhora na sensibilidade de insulina e queima de gordura (isso que comer a noite deveria piorar a sensibilidade à insulina hein ?). Eles também tinham uma tendência a ter níveis maiores de leptina (hormônio que controla o apetite). Para finalizar, o grupo de gulosos da noite ainda tinham menos colesterol ruim (LDL) e mais colesterol bom (HDL).
Em geral, no final do estudo as pessoas que comeram a maior parte da porção de carboidratos a noite, perdeu mais gordura e tinham mais indicativos de saúde do que o grupo que ingeria carboidratos várias vezes no decorrer do dia.

Então, qual é o veredito ?

Eu não estou preparado para dizer com cega certeza que TODOS devemos comer a maior parte dos carboidratos a noite. Eu ainda gostaria de ver um estudo mostrando a comparação de uma refeição de carboidratos gigantes sendo feitas de manhã comparadas exclusivamente com outra feita a noite.
Contudo, podemos dizer com relativa certeza de que a ideia de que apenas comer carbos a noite prejudica a perda de gordura, ou pior, aumenta o acúmulo de gordura não passa de uma grande crença popular de academia.
Texto por: Layne Norton, PhD em ciências nutricionais – http://www.simplyshredded.com/carbs-at-night-fat-loss-killer-or-imaginary-boogeyman.html
Traduzido e adaptado por Hipertrofia.org
Referências:
  1. Katayose Y, Tasaki M, Ogata H, Nakata Y, Tokuyama K, Satoh M. Metabolic rate and fuel utilization during sleep assessed by whole-body indirect calorimetry. Metabolism. 2009 Jul;58(7):920-6.
  2. Seale JL, Conway JM. Relationship between overnight energy expenditure and BMR measured in a room-sized calorimeter. Eur J Clin Nutr. 1999 Feb;53(2):107-11.
  3. Zhang K, Sun M, Werner P, Kovera AJ, Albu J, Pi-Sunyer FX, Boozer CN. Sleeping metabolic rate in relation to body mass index and body composition. Int J Obes Relat Metab Disord. 2002 Mar;26(3):376-83.
  4. Mischler I, Vermorel M, Montaurier C, Mounier R, Pialoux V, Pequignot JM, Cottet-Emard JM, Coudert J, Fellmann N. Prolonged daytime exercise repeated over 4 days increases sleeping heart rate and metabolic rate. Can J Appl Physiol. 2003 Aug;28(4):616-29.
  5. Biston P, Van Cauter E, Ofek G, Linkowski P, Polonsky KS, Degaute JP. Diurnal variations in cardiovascular function and glucose regulation in normotensive humans. Hypertension. 1996 Nov;28(5):863-71.
  6. Van Cauter E, Shapiro ET, Tillil H, Polonsky KS. Circadian modulation of glucose and insulin responses to meals: Relationship to cortisol rhythm. Am J Physiol. 1992 Apr;262(4 Pt 1):E467-75.
  7. Sofer S, Eliraz A, Kaplan S, Voet H, Fink G, Kima T, Madar Z. Greater weight loss and hormonal changes after 6 months diet with carbohydrates eaten mostly at dinner. Obesity (Silver Spring). 2011 Oct;19(10):2006-14.


    quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

    Sódio: seu consumo excessivo está associado à hipertensão e doenças

    No Brasil, a pressão alta afeta mais de 30 milhões de pessoas e é o mais importante risco para o desenvolvimento de problemas cardiovasculares


    O  sódio  é  um  nutriente  essencial  para  nosso  organismo,  estando  presente naturalmente nos alimentos e muito adicionado em alimentos industrializados. Atua na  regulação  osmótica  dos fluidos  corporais,  na  condução  dos  impulsos nervosos  e  na  contração  muscular.  Entretanto,  seu  consumo  excessivo está  associado  ao  desenvolvimento  da  hipertensão  arterial,  doenças cardiovasculares e renais, dentre outras. No Brasil, a hipertensão afeta mais de 30 milhões de brasileiros, sendo 36% dos homens adultos e 30% das mulheres, e é o mais importante fator de risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares (DCV), com destaque para o AVC e o infarto do miocárdio, as duas maiores causas isoladas de mortes no país.


    Sódio sal euatleta (Foto: Getty Images)



    A Organização Mundial da Saúde recomenda um consumo máximo de 2000mg (2g) de sódio por pessoa ao dia, o que equivale a 5g de sal (lembrando que 40% do sal é composto de sódio). 

    As informações sobre consumo de sal provêm da indústria brasileira e indicam que a média de consumo de sal é de 12g por dia. A média de consumo dos países industrializados é de 8 a 9g por dia. Isso significa que a população brasileira deveria diminuir o consumo do sal em dois terços, a fim de se aproximar do limite recomendável. 


    A maioria do sal está contida nos alimentos industrializados, a redução substancial no consumo desses produtos exigirá mudanças nas práticas de industrialização de alimentos.




    Em 2010, foi realizado estudo de consumo da população brasileira em diversos estados para avaliar os alimentos mais consumidos, verificar em várias marcas destes produtos a quantidade de sódio e propor redução de sódio na fabricação destes produtos e redução do consumo de sódio da população brasileira a menos de 2000mg/pessoa/dia até 2020, em uma ação em conjunto pelo Ministério da Saúde, Anvisa e entidades representativas das indústrias realizando termo de compromisso em 2011, estabelecendo categoria prioritárias e cronograma para redução a partir de 2012 e 2014, sendo avaliado a cada dois anos até 2020.
    Foram relacionados os seguintes produtos: pães (francês, de forma, bisnaguinha), caldos e temperos, laticínios (bebidas lácteas, queijos petit suisse e mussarela, requeijão), biscoitos (cream cracker, recheados, maisena), margarina, embutidos (salsicha, presunto, hambúrguer, empanados, linguiça, salame, mortadela), macarrão instantâneo, bolos (bolos prontos e misturas para bolo), snacks (batata frita, salgadinhos de milho), derivados de cereais, refeições prontas (pizza, lasanha, sopas).
    A população brasileira apresenta um padrão alimentar rico em sal, açúcar e gordura.

    TEOR DE SÓDIO EM ALGUNS  ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS (100gr):
    Batata palha472mgMacarrão instantâneo1798mg
    Biscoito água e sal741mgMortadela1303mg
    Bebidas lácteas93mgPão de queijo558mg
    Batata frita624mgQueijo minas frescal505mg
    Biscoito cream craker735mgQueijo mussarela577mg
    Biscoito maisena 369mgQueijo parmesão1402mg
    Biscoito recheado288mgParmesão ralado1981mg
    Hambúrger bovino701mgRicota fresca191mg
    Tablete de caldo de carne22180mgAzeitona em conserva1347mg
    Shoyo5024mgMilho verde em conserva260mg
















    ATITUDES IMPORTANTES:
    - O paladar se adapta à redução da quantidade de sal nos alimentos. Portanto, a diminuição gradativa do sal não afetará a percepção do sabor dos alimentos.
    - Experimentar os alimentos antes de adicionar mais sal, pois geralmente já possuem sal adicionado na preparação.
    - Utilizar temperos naturais como ervas aromáticas, alho, cebola, pimenta, limão, vinagre e azeite para temperar e valorizar o sabor natural dos alimentos, evitando o uso excessivo de sal.
    - Alimentos frescos têm menos sal, equilibre suas refeições com saladas e frutas, aumentar a ingestão de hortaliças (verduras/legumes) cozidas, assadas, grelhadas, purê.
    - Retirar o saleiro da mesa.
    - Aumentar a ingestão de água, mínimo de 2 litros diários.
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